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Seguir Jesus

Postado por: 03/08/2018 0 Comentários 101 views

Iniciamos o mês vocacional, o mês de agosto. O tema proposto neste ano é “Seguir Jesus à luz da Fé” com o lema: “Sei em quem acreditei”. O Senhor nos recorda: “Olhai como a messe é grande pedi pois ao dono da seara que mande mais operários” ide, pois, e fazei discípulos meus todos os Povos!Deus continua a chamar, e seu chamamento é um convite pessoal, um dom recebido para ser partilhado no seguimento radical de Nosso Senhor Jesus Cristo.  O Senhor que nos chama também nos envia como vocacionados da caridade e da misericórdia portadores da esperança em um mundo tantas vezes marcado por sinais de trevas, sofrimento, violência e dor.

Neste Mês das Vocações somos desafiados e ao mesmo tempo privilegiados por escutar a voz do Senhor que chama, convoca e envia em missão, isto, é um desafio e uma graça. Precisamos acolher o chamado do Senhor que elege os seus no dinamismo do amor, com amor ele nos chama e com este mesmo amor nos acompanha. O Senhor nos pede que respondamos com amor e generosidade de quem se deixa guiar tão somente pela luz do seu espírito santo que fortalece e guia o dinamismo das vocações na Igreja.

Neste Mês das Vocações contemplamos com amor e gratidão o dom do chamamento que é pura gratuidade e doação. Deus é para nós uma constante procura, Jesus Cristo é um caminho a percorrer, a Igreja é vocacionada a santidade de vida convocada pela luz de sua Palavra que ressoa como mensagem viva de Alguém que ama incondicionalmente e por isso chama para a aventura do seguimento livre e radical.

Esta é a nossa vocação, a nossa razão de ser na Igreja e no mundo, no coração de nossa sociedade que clama por esperança e paz, por vida em plenitude. Em meio a este cenário poderíamos nos perguntar, qual é a nossa vocação e como podemos ouvir a voz do Senhor em meios a tantos sinais de violência e morte. É mesmo neste cenário opressor e marginalizado que o Senhor nos chama para sermos portadores da vida, da esperança, da paz, da liberdade que é um dom do coração de Deus.

Toda Igreja é vocacionada, pois ela é a comunidade dos batizados, os chamados por Deus para o seguimento das pegadas de Jesus Cristo, vivendo com alegria seu dinamismo de sal e luz do mundo pela simplicidade, isto é a forma como vive e dá testemunho deste chamamento, somos constantemente iluminados pelo espírito de Deus que conduz sua igreja em fraternidades evangelizadoras. Na base deste encantamento vocacional já não existem perguntas para uma definição, mas tão-somente respostas e confirmação mais profunda e fiel desta adesão ao Senhor.

A todos os batizados indistintamente, pede-se apenas que saibam ler e amar e seguir Jesus, porque Jesus é a palavra que devem entender e a vida que mais prezam e desejam partilhar com todas as pessoas. Nenhum outro projeto, por conseguinte, pode tomar o lugar de Cristo. Cristo é o projeto matriz da vida.

Nossa vocação é a de seguir integralmente a Cristo eis a nossa vocação de membros de uma igreja discipula e missionária e por isso não há outro programa de vida senão a de seguir as pegadas do mestre e Senhor.  Nossa vocação deve se firmar e afirmar como seguimento a Cristo pobre e despojado, divino e humanizado, o Jesus, Salvador de todas as criaturas.

Eis aqui a definição fontal da nossa vocação cristã, que se resume nas palavras de São Paulo: “Para mim, viver é Cristo”. (Fl 1,21); ou “já não sou eu quem vive, mas é Cristo quem vive em mim” (Gl 2,20). Além de ser de Cristo e viver para Cristo, consequentemente a Igreja como vocacionada é anunciadora do Evangelho, dando, por sua pureza e qualidade, significado e visibilidade a seu modo de ser e viver.

Portanto os vocacionados não são apenas eloquentes pregadores de um novo caminho, mas, sim, peregrinos itinerantes e seguidores de uma pessoa, que é Jesus Cristo, caminho verdade e vida.

A vocação será essencialmente reconhecida pelo testemunho de vida, sem esta caridade evangélica, nossa vocação não se realiza dentro da Igreja, nem tão pouco transforma o mundo, é em Cristo que ela se alimenta e toma corpo. E porque, como Cristo, queremos viver sem honras da glória e do poder, mas só fazendo a vontade do Pai, nossa vocação deverá ter o apanágio do serviço gratuito, encontrando na evangelização sua cruz e sua glória.

Cada domingo deste mês iremos contemplar um tipo de vocação: para o ministério ordenado; diáconos, padres e bispos (1º domingo); para a vida em família, em especial os pais (2º domingo) quando iniciaremos a semana nacional da família; para a vida consagrada: religiosos (as) e consagrados (as) seculares (3º domingo) e a vocação para os ministérios leigos e serviços na comunidade (4º domingo). Além disso, no último domingo deste mês é também o Dia Nacional do Catequista, que neste ano coincide com o 4º domingo.

Assim somos convidados e desafiados a acolher com alegria e fé o dinamismo deste Mês das vocações na Igreja no Brasil, acolher como um DOM e GRAÇA do Senhor que continua a chamar-nos pelo nome de forma pessoal mais que elege e convoca para a Missão. A misericórdia e a compaixão devem, por isso, ser a marca distintiva da Igreja vocacionada por excelência à santidade de vida, e neste mês das Vocações renovemos em Cristo nossa vocação de discípulos e missionários da compaixão da misericórdia do Pai.

Cardeal Orani João Tempesta

Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro

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Rádio Catedral

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