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“Noturno Catedral” com Carlos Dafé

Postado por: 06/04/2017 0 Comentários 546 views

O Noturno Catedral deste sábado (08/04) será com o cantor e compositor Carlos Dafé.

Lenda do samba soul nacional, o carioca Dafé começou a frequentar o conservatório de música aos 12 anos de idade. Nascido em Vila Isabel (o berço de artistas de peso como Martinho da Vila), aprendeu com o pai – que era músico de choro – a tocar cavaquinho, bandolim e acordeom. Com apenas 10 anos de idade, tocava em rodas de choro, escondido do Juizado de Menores.

Trabalhou como cantor em boates do Rio e São Paulo nos anos 60, e na década seguinte adicionou elementos de soul às suas músicas. Seu primeiro trabalho gravado foi lançado em forma de compacto, em 1972, trazendo as canções “Venha Matar Saudades” e “Verônica”.

Ao lado de Tim Maia, Cassiano e Gerson King Combo, Carlos Dafé é considerado um dos maiores músicos de soul brazuca.

Aos 11 anos já estudava no Conservatório de Música. Aos 14 já tocava acordeom e vibrafone em conjuntos e orquestras. Em 1970, fez turnê com o grupo Fuzi 9, do Corpo de Fuzileiros Naval, por Salvador (Bahia), Porto Rico, Martinica e Curaçau. Multi-instrumentista, toca violão, guitarra, baixo, piano, acordeom e vibrafone.

Em 2010 recebeu do presidente da Câmara Municipal de São Paulo, o vereador Antonio Carlos Rodrigues, o “Título de Cidadão Paulistano”, no Salão Nobre da casa. Neste mesmo ano recebeu do grupo Cultural AfroReggae, do Rio de Janeiro, o “12ª edição do Prêmio Orilaxè” na categoria “Cantor

Há três anos voltou a morar em Vigário, localidade até hoje associada à chacina de moradores em 1993, mas cheia de boas lembranças para ele.

Foi nesse bairro que Dafé compôs alguns de seus maiores sucessos. O maior deles foi “Pra que vou recordar o que chorei”, um samba-soul que, com suas mais de cem regravações (“Em português, inglês, espanhol e até em russo, me disseram”, conta).

Na Praça Catolé do Rocha (onde, numa coincidência nefasta, foi tramada a chacina de 1993), um coreto e um clube, a União Cívica de Vigário Geral, trazem para Dafé a memória de tempos em que a área tinha música de sobra (orquestras, bailes, saraus), além do clima e da cordialidade de uma cidade do interior. Foi ali, 40 anos atrás, que ele chegou depois de uma noite de trabalho como baixista na banda do Hotel Nacional, com a cabeça aturdida pelo luto por uma das bailarinas do show (que havia se matado) e a preocupação com outra (que ameaçava ir pelo mesmo caminho). “Pra que vou recordar” saiu ali, de uma vez só, como alento.

Marvin Gaye brasileiro

— É um dos cinco maiores clássicos do soul brasileiro. E a voz do Dafé é lancinante, o que só torna a canção mais incrível. Agudinha, bem diferente do padrão do gênero, que era o das vozes graves — conta o jornalista Nelson Motta, que certa vez chegou eleger Tim Maia e Dafé, respectivamente, Rei e Príncipe do Soul do Brasil. — Ele era muito magrinho, bonitinho e marrento, as mulheres adoravam. Num certo sentido, Tim era James Brown e Dafé, Marvin Gaye.

Depois de um estágio na soul music com o grupo Abolição, do pianista Dom Salvador, gravou, em 1972, um compacto. Tim Maia gostou do que ouviu e chamou Dafé para tocar teclados em sua banda. Em 1977, quando a gravadora WEA começava a montar seu elenco, de olho no movimento Black Rio, acabou achando o cantor. Com produção de Marco Mazzola, o LP de estreia de Carlos Dafé, “Pra que vou recordar” estourou, além da faixa-título, músicas como “Tudo era lindo”, “De alegria raiou o dia” e “A cruz”. Vendeu mais de 240 mil cópias e, por pouco não chegou a Disco de Platina. No show de lançamento, no estádio do Palmeiras, em São Paulo, o cantor de repente se viu diante de 12 mil fans que cantavam todas as suas músicas.

Além desta super entrevista temos: Sobre Letras, com Toni Godoy; Pano pra Manga, com o professor Deonísio da Silva; Passeio pela História e Vai Fazer O Quê, com Isaura Jones e Meditando, com o Padre Marcos Lázaro.

Participe do programa pelo WhatsApp: 98685-2455; pelo o Facebook do programa: Noturno Catedral e também pelo telefone: (21) 3231-3560.

Quem estiver no Rio de janeiro pode sintonizar 106,7 FM. Quem estiver em outras cidades e países também podem acompanhar, ao vivo, pelo site: www.radiocatedral.com.br ou pelo aplicativo da Rádio Catedral.

Temos um encontro marcado, nesta sexta-feira, a partir da meia-noite. Apresentação Sidney Ferreira.

Esperamos por você!

Produção: Isaura Jones

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Rádio Catedral

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