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Festa da Unidade fortalece comunhão arquidiocesana no Ano do Laicato

Postado por: 04/12/2017 0 Comentários 419 views

Inspirados pela passagem bíblica “Vós sois o sal da terra, vós sois a luz do mundo” (Mt 5, 13-16), milhares de fiéis da Arquidiocese do Rio de Janeiro, e de dioceses vizinhas, se reuniram na manhã de sábado, 2 de dezembro, na Catedral Metropolitana de São Sebastião, para celebrar a 5ª edição da Festa da Unidade. O arcebispo, Cardeal Orani João Tempesta, presidiu a missa “O Rio Celebra” para todo o Brasil com transmissão pela Rede Vida de Televisão, WebTV Redentor e Rádio Catedral FM.

A festa surgiu do lema episcopal de Dom Orani, “Que todos sejam um”, e tem como objetivo celebrar a unidade com toda a arquidiocese. Durante a celebração eucarística, cardeal Tempesta afirmou que o mundo inteiro hoje vive momentos difíceis, mas que os cristãos são chamados a serem sinais de esperança diante de toda essa realidade.

“Desejamos novos tempos! Tempos de dignidade, onde todos vivam com fraternidade. A Palavra do Senhor nos diz: “Vós sois o sal da terra, vós sois a luz do mundo” (Mt 5, 13-16), por isso, somos chamados a ser sinais nesse mundo pensando sempre em primeiro lugar no outro, no meu próximo, além de promover continuamente a comunhão e a unidade na diversidade”, disse Dom Orani.

O arcebispo recordou ainda o ‘Ano do Laicato’ que a Igreja no Brasil celebra até o dia 25 de novembro de 2018, e que tem como tema: “Cristãos Leigos e Leigas, sujeitos na ‘Igreja em saída’, a serviço do Reino”. Dom Orani desejou que a celebração da Festa da Unidade marque a vida e o coração de todos os fiéis arquidiocesanos, ajudando-os ainda mais a continuar o trabalho que já vem sendo realizado. O Compromisso Arquidiocesano da Unidade também foi realizado por todos os presentes durante a Santa Missa.

“Neste belo momento de comunhão e unidade agradecemos pelos passos dados durante este ano, nos penitenciamos pelos que não foram dados, e nos colocamos a disposição para dar os passos necessários. Jesus deixou para todos nós o desejo de que vivêssemos em unidade e a Igreja almeja exatamente essa comunhão com Cristo e com os irmãos. Cremos que o Senhor vai nos conduzindo para fazermos cada vez melhor”, afirmou cardeal Tempesta.

A 5ª edição da Festa da Unidade, que foi apresentada pelo locutor da Rádio Catedral FM, Silvio Júnior, e pela cantora Olívia Ferreira, contou com a participação dos irmãos da Comunidade Sementes do Verbo, que conduziram a Lectio Divina (Leitura Orante) na abertura do evento. A animação ficou por conta do cantor Jadir Barcelos e banda, e a apresentação do espetáculo “Highlights”, com os melhores momentos dos musicais realizados pelo projeto ‘Oficina Viva’, coordenado por Ziza Fernandes, emocionou a todos os presentes. O momento celebrativo foi encerrado com adoração ao Santíssimo Sacramento presidida pelo arcebispo, Cardeal Orani João Tempesta.

Fiéis na Festa da Unidade

“Meu nome é Jacira da Costa e Silva, tenho 95 anos, e sou paroquiana da Igreja São Paulo Apóstolo, em Copacabana. Participo de todas as atividades da Arquidiocese, mas essa é a primeira vez que venho à Festa da Unidade. Esse momento foi muito bonito e significativo. Agradeço a Deus por ter tido a oportunidade de participar”.

“Eu sou o Iago Lima, tenho 21 anos, faço parte da Legião de Maria e participo da Paróquia Santa Bárbara e Santa Cecília, no Vicariato Leopoldina. É um grande prazer e uma grande oportunidade estar presente aqui num evento desse tamanho, com toda essa unidade, e poder vivenciar essa experiência da fraternidade com o próximo. É a primeira vez que eu participo da Festa da Unidade e, como faço parte também de um grupo jovem, penso que é fundamental fortalecer a juventude neste Ano do Laicato para que cada dia mais eles possam propagar o amor de Cristo. Nós sentimos que mais jovens são convertidos com a proposta dessa grande celebração arquidiocesana e notamos essa diferença. Minha expectativa para o Ano do Laicato é de que será um momento de grandes desafios, mas também de grandes conquistas.”

“Meu nome é Diva de Azevedo, sou da Paróquia Santa Cecília e São Pio X, em Botafogo, Vicariato Sul. Atuo na Pastoral do Migrante e também com a população de rua. Nossos sacerdotes são: Padre César, Padre Mário e Padre Avelino. A festa da Unidade é um momento único na nossa vida para estarmos bem perto de Deus e daqueles que precisam da sua misericórdia. Não é a primeira vez que eu venho, desde que me tornei católica há 31 anos aqui na Catedral eu não perco nenhum momento”.

“Sou Irmã Maribel Perez, da Fraternidade Thalita Khum. Nosso carisma é defender a dignidade da pessoa humana e, na diocese, temos uma missão junto às mulheres em situação de prostituição. A Festa da Unidade é muito importante para toda a Igreja e, para cada um de nós, batizados, para nos sentirmos Igreja. Sabemos que somos uma família, não cada um na sua paróquia, no seu canto, mas como família. É muito importante essa festa, esse dia, onde cada um de nós encontra a sua identidade como batizados”.

“Meu nome é Lucas Amorim França, sou coroinha da Paróquia Nossa Senhora dos Navegantes, em Padre Miguel, mas estou, atualmente, servindo na Paróquia São Paulo Apóstolo, em Copacabana, com os padres barnabitas. Sou nascido no Rio de Janeiro, sou vocacionado e tenho sido acompanhado no Clube de Orientação Vocacional Arquidiocesano. Nossos formadores são os próprios seminaristas do Seminário Arquidiocesano de São José e toda a preparação visa à entrada no Seminário Menor. Sobre a Festa da Unidade, posso dizer que, desde que o nosso Cardeal, o arcebispo Dom Orani, chegou nessa arquidiocese trazendo o seu lema “Para que todos sejam um”, esse é o momento mais esperado no ano litúrgico, por unirmos toda a nossa arquidiocese, as paróquias, os vicariatos, as congregações e movimentos, num só Corpo. A Igreja se reúne nesse dia festivo, também, para agradecer por mais um ano litúrgico que se encerra. E com o Ano do Laicato é muito bom e importante percebermos como a própria Igreja do Brasil mostra sua atenção para com os leigos, que a partir do batismo já fazem parte do corpo de Cristo”.

“Sou o diácono Melquisedec e junto com minha esposa Ana Paula participo desta grande Festa da Unidade. ‘Que todos sejam um’ é o lema do nosso Cardeal e uma Igreja diocesana vive sob o impulso daquilo que Deus inspira no coração do seu Bispo. Neste momento em que celebramos essa 5ª edição da Festa da Unidade no Rio de Janeiro, onde vivemos tantas manifestações de rua, tantos momentos de alegria, mas também momentos de dor – estamos vendo a situação social da nossa cidade -, terminando o ano e começando o advento, celebrar a unidade com toda a Igreja do Rio de Janeiro é dizer de forma explícita que nós queremos ser um, em tudo aquilo que fazemos junto com nosso Cardeal, junto com nosso pastor, com os movimentos, com pessoas de boa vontade que querem ser sal da terra e luz do mundo. A Igreja é sempre sábia e vendo a necessidade de um mundo transformado em melhor por uma obra que só pode ser Divina, estimula e provoca os leigos a viverem, em tudo, o que o seu batismo representa. Viver o Ano do Laicato significa, enquanto leigos, transformar o nosso mundo pela fé”.

“Sou Irmã Lúcia Imaculada, da Congregação de Nossa Senhora de Belém, além de coordenadora arquidiocesana da Iniciação Cristã da Arquidiocese do Rio. Essa festa significa muito para toda a Arquidiocese, inclusive, por ser o lema do nosso Cardeal e porque congrega todos os grupos e movimentos pastorais, que trabalham em união na Igreja, para, juntos, louvarmos a Deus, porque somos muitos, mas formamos um só Corpo; e também,  renovarmos esse nosso compromisso de trabalharmos, em unidade, com toda a nossa arquidiocese, em torno do nosso pastor. O leigo faz a diferença, quando ele deixa toda a graça dos sacramentos da iniciação cristã crescerem nele; um cristão amadurecido, que vive e aprofunda sua fé, que sente a necessidade de devolver à Igreja aquilo que ele recebeu. Então, ele pode servir com essa consciência de que ele faz parte de uma videira, da qual ele é ramo; esse ramo tem que dar frutos. Para isso, é necessário aprofundar aquela fé inicial mediante a formação, aprender cada vez mais do tesouro que a Igreja nos oferece de doutrina, de ensinamento, de espiritualidade, de formação bíblica litúrgica, para que ele possa servir melhor, e a nossa arquidiocese oferece uma imensa gama de informações. Temos as escolas de fé Luz e Vida, Mater Ecclesiae, o Instituto Superior de Ciências Religiosas, temos outras faculdades e outras instâncias formativas, dentro da sua própria Pastoral, dentro do seu próprio movimento, quantas vias formativas temos! É saber aproveitar essa oportunidade, para servir melhor a Jesus e a sua Igreja, em meio a essa crise moral e social. Podemos mudar, sendo o sal da terra, dar o sabor de Cristo, nesse mundo. Como os cristãos do início da Igreja eram chamado os iluminados, deixar que essa luz passe – essa luz não é nossa, essa luz é Cristo – e ilumine, onde quer que estejamos e, para isso, não há tempo nem espaço”.

Raphael Freire / Michelle Neves / Flávia Muniz

Sobre o Autor

Rádio Catedral

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