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Dia das Comunicações Sociais: redescobrir o valor do jornalismo

Postado por: 11/05/2018 0 Comentários 85 views

A Pastoral da Comunicação (Pascom) da Arquidiocese do Rio promoverá mais uma vez o Encontro de Comunicação (E-com), em comemoração pelo 52º Dia Mundial das Comunicações Sociais, que será celebrado em 13 de maio. O encontro acontecerá no dia 12, das 9h às 16h, no auditório do Edifício João Paulo II, à Rua Benjamin Constant, 23, na Glória. O evento terá como tema “Fake News e jornalismo de paz” e lema “A verdade vos tornará livres” (Jo 8, 32), em sintonia com a mensagem do Papa Francisco para a data.

Na conferência principal, de manhã, haverá palestra sobre a mensagem do Papa para a ocasião, com a presença do arcebispo do Rio, Cardeal Orani João Tempesta, que fará uma saudação aos participantes.

A equipe organizadora pede que os participantes levem algo para partilhar no café da manhã e lanche da tarde. As inscrições podem ser feitas através do link: https://goo.gl/GuvAHH.

Mensagem do papa

Em sua mensagem, Francisco aborda o tema das fake news, as notícias falsas. O Santo Padre propõe um “jornalismo de paz”, “hostil às falsidades”, que assuma as causas dos que “não têm voz”.

Em 24 de janeiro, memória litúrgica de São Francisco de Sales, padroeiro dos jornalistas, foi publicada a mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial das Comunicações Sociais. O título é “‘A verdade vos tornará livres’ (Jo 8, 32). Fake news e jornalismo de paz”.

O Santo Padre aborda a particularidade jornalística das notícias falsas, assumindo a atualidade deste tema e sublinhando os seus danos. Francisco exorta os media a viverem a liberdade da verdade.

Com isso, deseja “contribuir para o esforço comum de prevenir a difusão das notícias falsas e para redescobrir o valor da profissão jornalística e a responsabilidade pessoal de cada um na comunicação da verdade”, conforme escreveu.

Notícias falsas revelam atitudes intolerantes

Está no Livro do Gênesis a “primeira fake news“– diz-nos o Santo Padre na sua mensagem, propondo um “discernimento profundo e cuidadoso”. Desde logo, essa fake news apresenta uma específica técnica de implementação: “camuflar e morder em qualquer lugar” – escreve Francisco. Trata-se da estratégia utilizada “pela serpente”: “… a qual se tornou, nos primórdios da Humanidade, artífice da primeira fake news, que levou às trágicas consequências do pecado” – assinala o Papa, recordando o texto bíblico.

Apresentando uma argumentação com uma “aparência credível” – sublinha o Papa –, “o tentador” do episódio do texto sagrado demonstra que “nenhuma desinformação é inofensiva; antes, pelo contrário, fiar-se daquilo que é falso produz consequências nefastas. Mesmo uma distorção da verdade aparentemente leve pode ter efeitos perigosos” – escreve Francisco.

Segundo ele, as notícias falsas podem promover uma “lógica de desinformação” que provoca “o descrédito do outro” apresentando-o como “inimigo”, dando espaço ao fomento de “conflitos” – salienta o Papa, concluindo que “as notícias falsas revelam a presença de atitudes simultaneamente intolerantes e hipersensíveis, cujo único resultado é o risco de se dilatar a arrogância e o ódio. É a isto que leva, em última análise, a falsidade” – escreve Francisco.

A liberdade da verdade

“O antídoto mais radical ao vírus da falsidade é deixar-se purificar pela verdade” – afirma o Papa, assinalando que “na visão cristã, a verdade não é uma realidade apenas conceptual”, não é apenas “desvendar a realidade”, mas “a verdade tem a ver com a vida inteira” – diz o Santo Padre na sua mensagem – “a verdade é aquilo sobre o qual nos podemos apoiar para não cair”.

Único “verdadeiramente fiável e digno de confiança” – lembra Francisco – é Jesus, “o Deus vivo”, que nos diz: “Eu sou a verdade”. “Sendo assim, o homem descobre sempre mais a verdade, quando a experimenta em si mesmo como fidelidade e fiabilidade de quem O ama. Só isto liberta o homem” – afirma o Papa.

“Libertação da falsidade e busca do relacionamento: eis aqui os dois ingredientes que não podem faltar, para que as nossas palavras e os nossos gestos sejam verdadeiros, autênticos e fiáveis” – escreve o Santo Padre, sublinhando que “para discernir a verdade é preciso examinar aquilo que favorece a comunhão e promove o bem e aquilo que, ao invés, tende a isolar, dividir e contrapor.” A verdade nasce – segundo o Papa – “de relações livres entre as pessoas, na escuta recíproca”.

Jornalismo de paz

Na sua mensagem, Francisco centra a sua atenção no jornalista, chamando-lhe de “guardião das notícias”. “No mundo atual” – escreve o Papa –, o jornalista desempenha não apenas “uma profissão”, mas uma “verdadeira e própria missão”. “No meio do frenesi das notícias” – diz Francisco –, o jornalista “tem o dever de lembrar que, no centro da notícia, não estão a velocidade em comunicá-la nem o impacto sobre a audiência, mas as pessoas” – afirma.

Francisco propõe, assim, um “jornalismo de paz” que não seja “bonzinho”, mas “hostil às falsidades”. Um jornalismo que “não se limite a queimar notícias”, que assuma as causas dos que “não têm voz”, desenvolva um registro de compromisso “na busca das causas reais dos conflitos” e que seja “feito por pessoas para as pessoas”, propondo “soluções alternativas” à “violência verbal”.

Da redação

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