Espiritualidade

19/07/2017 0 Comentários 914 views

As escolas, no mês de julho, proporcionam para seus alunos, professores e funcionários um período de descanso. As férias do meio de ano, para os jovens, é um momento para...
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17/07/2017 0 Comentários 1217 views

Queridos irmãos e irmãs, temos a graça de celebrar o XV Domingo do Tempo Comum. Nele, o Senhor nos apresenta a parábola do semeador, que centraliza nossa reflexão dominical.

A Primeira Leitura (Is 55,10-11) – a palavra que sai da boca, ou seja, a Palavra de Deus é comparada à chuva e à neve que descem do céu. Assim como esta chuva faz germinar a semente e dar frutos, assim também é a Palavra de Deus.

A Segunda Leitura (Rm 8,18-23): “Eu entendo que os sofrimentos do tempo presente nem merecem ser comparados com a glória que deve ser revelada em nós”. Aqui pensamos nas dificuldades que passamos em nossa vida. Estas dificuldades se tornam pequenas diante da tamanha graça que o Senhor nos propiciou, que é a Salvação. A criação geme em dores de parto. Aqui podemos caracterizar todos os problemas que a humanidade enfrenta e, parafraseando São Francisco de Assis, o que a mãe terra sofre. Vemos este sofrimento em vários âmbitos: violência, degradação do meio ambiente e a ganância do ser humano.

O centro do Evangelho de Mt 13, 1-23 nos recorda que o Reino dos Céus é o núcleo, o tema, o objetivo da pregação de Jesus: Ele veio para instaurar o Reino entre nós e nos fazer participar dele em plenitude após nosso caminho neste mundo. Quando Mateus diz “Reino dos Céus” é o mesmo que dizer “Reino de Deus”, pois o céu é Deus e fora de Deus não pode haver céu! O anúncio do Reino dos Céus é, portanto, o anúncio do reinado do Deus de Jesus, aquele mesmo Deus a quem Ele chamava de Pai, Pai que é todo amor, todo ternura, todo compaixão e misericórdia! Por isso, o reinado de Deus é nossa vida e nossa felicidade.

Na Parábola do Semeador, a semente é a Palavra de Deus, que é sempre fecunda como a chuva e a neve que descem do céu e para lá não voltam, mas vêm irrigar e fecundar a terra”. A Palavra que Jesus, o Semeador, joga no terreno do nosso coração, nunca ficará sem efeito; é uma Palavra eficaz! O Padre Antônio Vieira, comentando esse Evangelho, afirmava que a Palavra pode não dar fruto, mas dará sempre efeito: efeito de salvação ou efeito de condenação! É verdade: ninguém ficará neutro diante da Palavra do Senhor que escutou: ou a acolhe, dá fruto nela e acolhe a salvação, ou a rejeita, para ela se fecha e por causa dela se perde.

Jesus semeia por todas as partes, em todos os campos, porque a salvação é para todos. Todos devem ter acesso à felicidade eterna. No entanto, os terrenos são diversos. Alguns estão muito expostos, estão à beira do caminho; outros não têm profundidade. Trata-se duma terra pedregosa na qual as raízes não podem estender-se; outros ainda como se fossem no meio dos espinhos. Mas nem tudo está perdido, também há terra boa. Isso não significa que as sementes que caíram à beira do caminho, nos espinhos ou em solo pedregoso não possam produzir frutos. O terreno seria relativamente indiferente quando preparado para a plantação. O importante é trabalhar bem o terreno, mais ainda quando hoje em dia há técnicas agrônomas eficazmente comprovadas. Aí está a missão do cristão: preparar o terreno, ser terra boa e fazer de tudo para que os outros terrenos recebam a Palavra de Deus com generosidade.

A comunidade evangelizadora mantém-se atenta aos frutos porque o Senhor a quer fecunda. Cuida do trigo e não perde a paz por causa do joio. O semeador, quando vê surgir o joio no meio do trigo, não tem reações lastimosas ou alarmistas. Encontra o modo para fazer com que a Palavra se encarne numa situação concreta e dê frutos de vida nova, apesar de serem aparentemente imperfeitos ou defeituosos. O discípulo sabe oferecer a vida inteira e jogá-la até ao martírio como testemunho de Jesus Cristo, mas o seu sonho não é estar cheio de inimigos, mas antes que a Palavra seja acolhida e manifeste a sua força libertadora e renovadora. Por fim, a comunidade evangelizadora jubilosa sabe sempre “festejar”: celebra e festeja cada pequena vitória, cada passo em frente na evangelização. No meio desta exigência diária de fazer avançar o bem, a evangelização jubilosa torna-se beleza na liturgia. A Igreja evangeliza e se evangeliza com a beleza da liturgia, que é também celebração da atividade evangelizadora e fonte dum renovado impulso para se dar.

Queremos que a semente caia em nosso coração e ali, encontrando a boa terra, possa dar frutos. Somos sempre semeadores e missionários de Cristo e de sua Igreja. Constantemente sua Palavra tem que ser lançada. Lançada para assim germinar e dar frutos.

Cardeal Orani João Tempesta

Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro

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10/07/2017 0 Comentários 1119 views

Estamos a caminho da XV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos no Vaticano, Roma, que terá como tema: “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”. Assunto importante para...
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30/06/2017 0 Comentários 929 views

No dia 29 de junho ou no domingo seguinte (caso do Brasil), celebramos a Solenidade de São Pedro e São Paulo! A cada ano a liturgia nos leva a meditar sobre a vida destes dois grandes apóstolos. Pedro, que é considerado como ‘o líder dos apóstolos’, por ter recebido do Senhor essa missão, e assim presidiu a Igreja cristã primitiva, tanto por sua fé e pregação, como pelo ardor de amor a Jesus.
Pedro, que tinha como primeiro nome Simão, era natural de Betsaida, irmão do apóstolo André. Pescador, foi chamado pelo próprio Jesus e, deixando tudo, seguiu ao Mestre, estando presente nos momentos mais importantes da vida do Senhor, que lhe deu o nome de Pedro. Em princípio, fraco na fé, chegou a negar Jesus durante o processo que culminaria em Sua morte por crucifixão.
O próprio Senhor o confirmou na fé após Sua ressurreição (da qual o apóstolo foi testemunha), tornando-o intrépido pregador do Evangelho através da descida do Espírito Santo de Deus, no Dia de Pentecostes, o que o tornou líder da primeira comunidade. Selou seu apostolado com o próprio sangue, pois foi martirizado em uma das perseguições aos cristãos, sendo crucificado de cabeça para baixo a seu próprio pedido, por não se julgar digno de morrer como Seu Senhor, Jesus Cristo. São Pedro escreveu duas cartas, e também serviu como fonte de informações para que São Marcos escrevesse seu evangelho.
Jesus perguntara aos discípulos que opiniões corriam a Seu respeito. Eram muitas. Todas incompletas, várias totalmente erradas. Haja opiniões, ontem como hoje! E, então, Jesus volta-se para os discípulos – os 12 e os de todas as épocas: eu, você – e dispara, como uma flecha: “E vós, quem dizeis que eu sou”? É Pedro quem responde em nome de todos: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”! A resposta é perfeita; é a essência mesma da fé da Igreja. E Jesus, então, revela: “Não foi tua inteligência; foi o Pai quem te revelou isso! E eu revelo quem tu és: Tu és Pedro (= pedra), e sobre esta Pedra edificarei a minha Igreja. E dar-te-ei as chaves do Reino… para ligares e desligares…” Uma observação importante: a razão humana, entregue a si mesma, não poderá jamais penetrar na essência do mistério de Cristo: “Ninguém pode vir a mim se o Pai não o atrair” (Jo 6,44).
Paulo nasceu entre o ano 5 e 10 da era cristã, em Tarso, capital da Cilícia, na Ásia Menor, cidade aberta às influências culturais e às trocas comerciais entre o Oriente e o Ocidente. Descende de uma família de judeus da diáspora, pertencente à tribo de Benjamim, que observava rigorosamente a religião dos seus pais, sem recusar os contatos com a vida e a cultura do Império Romano.
Os pais deram-lhe o nome de Saul (nome do primeiro rei dos judeus). O nome Saul passou para Saulo porque assim era este nome em grego. Mais tarde, depois de sua conversão a partir da sua primeira viagem missionária no mundo greco-romano, Paulo usa exclusivamente o nome latino Paulus.
Recebeu a sua primeira educação religiosa em Tarso, tendo por base o Pentateuco e a lei de Moisés. A partir do ano 25 d.C. vai para Jerusalém, onde frequenta as aulas de Gamaliel, mestre de grande prestígio, aprofundando com ele o conhecimento do Pentateuco escrito e oral. Aprende a falar e a escrever em aramaico, hebraico, grego e latim. Pode falar publicamente em grego ao tribuno romano, em hebraico à multidão em Jerusalém (At 21, 37.40) e catequizar hebreus, gregos e romanos.
Paulo é chamado “O Apóstolo” por ter sido o maior anunciador do cristianismo, depois de Cristo. Entre as grandes figuras do cristianismo nascente, a seguir a Cristo, Paulo é de fato a personalidade mais importante que conhecemos. É uma das pessoas mais interessantes e modernas de toda a literatura grega, e a sua Carta aos Coríntios é das obras mais significativas da humanidade. Escreveu 13 cartas às igrejas por ele fundadas. Cartas grandes: duas aos tessalonicenses; duas aos coríntios; aos gálatas; aos romanos. Da prisão: aos filipenses; bilhete a Filémon; aos colossenses; aos efésios. Pastorais: duas a Timóteo e uma a Tito.
Nas suas cartas, Paulo afirma que Jesus Cristo está vivo e reconcilia os homens através do Espírito Santo. Cristo traz a salvação ao mundo. A reconciliação dos homens com Deus e entre si é possível, e já começou. É através da Igreja que se realiza esta reconciliação.
Durante a viagem para Roma, Paulo não perdia a oportunidade de anunciar o Evangelho em todos os lugares por onde passava. Após várias dificuldades ao longo da travessia e enfrentar um naufrágio, fez escala em Siracusa, na Sicília, e dali foi conduzido a Reggio (At 28, 12-13). Uma vez chegado à capital do Império e instalado em prisão domiciliar, Paulo realizava um anseio que havia tempos acalentava no coração, como ele mesmo o expressara aos cristãos de Roma: “Daí o ardente desejo que eu sinto de vos anunciar o Evangelho também a vós, que habitais em Roma” (Rm 1, 15). Dois anos haveria de durar seu doloroso cativeiro, mas ele, como afirma São João Crisóstomo, “considerava como brinquedo de criança os mil suplícios, os tormentos e a própria morte, desde que pudesse sofrer alguma coisa por Cristo”. Aproveitou o tempo para pregar o Reino de Deus (cf. At 28, 31), escrever numerosas cartas às comunidades da Grécia e da Ásia, as chamadas Epístolas do cativeiro.
Os apóstolos testemunharam Jesus não somente com a palavra, mas também com o modo de viver e com a própria morte. Por isso mesmo, seu martírio é uma festa para a Igreja, pois é o selo de tudo quanto anunciaram. O próprio São Paulo reconhecia: “Não pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus, o Senhor. Trazemos, porém, este tesouro em vasos de argila para que esse incomparável poder seja de Deus e não nosso. Incessantemente trazemos em nosso corpo a agonia de Jesus, a fim de que a vida de Jesus seja também manifestada em nosso corpo. Assim, a morte trabalha em nós; a vida, porém, em vós” (2Cor 4, 5.7.10.12).
Nesta solenidade reafirmamos nossa adesão ao ministério de Pedro, na pessoa de seu sucessor, o querido Papa Francisco. É também o Dia do Papa, quando ofertamos o nosso óbolo como presente! O nosso afeto, a nossa adesão ao seu ministério e o nosso compromisso em “ser uma Igreja em saída”, evangelizando as “periferias existenciais” nos animam pelo testemunho vivo, eloquente e transparente do Romano Pontífice, a quem desejamos as melhores consolações divinas e a quem nos associamos, em Roma, por ocasião do Consistório de criação dos novos cardeais, levando a ele, em nosso nome e da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, as nossas orações e votos de muitos anos de profícuo pontificado em favor do testemunho crível do Evangelho.
Eis o sinal do verdadeiro apóstolo: dar a vida pelo rebanho, com Jesus e como Jesus, gastando-se, morrendo, para que os irmãos vivam no Senhor!
Por isso, caríssimos irmãos, a alegria da Igreja na Festa de Pedro e Paulo: eles não só falaram, não só viveram, mas também morreram pelo seu Senhor; e já sabemos pelo próprio Cristo-Deus que não há maior prova de amor que dar a vida por quem amamos! Bem-aventurado é Pedro, bendito é Paulo, que amaram tanto o Senhor a ponto de darem a vida por Ele! Nisto são um exemplo, um modelo, uma norma de vida para todos nós.
Cardeal Orani João tempesta 
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ
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19/06/2017 0 Comentários 1162 views

A nossa querida arquidiocese celebrou entre os dias 8 a 14 de junho a 91ª Semana Eucarística na Igreja de Sant’Ana, com o tema: “Sois da Família de Deus” (Ef...
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16/06/2017 0 Comentários 78 views

O Dia Mundial do Migrante começou a ser celebrado pela Igreja Católica em 21 de fevereiro de 1915, por iniciativa da Sagrada Congregação Consistorial. O objetivo era sensibilizar sobre o...
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05/06/2017 0 Comentários 86 views

A Palavra de Deus na liturgia do VI Domingo da Páscoa coloca-nos precisamente neste clima. Com um coração fiel e recolhido, contemplemos o mistério que o Evangelho de hoje nos revela! Meditemos nas palavras do Senhor Jesus: “Não vos deixarei órfãos. Eu virei a vós. Pouco tempo ainda, e o mundo não mais me verá, mas vós me vereis, porque eu vivo e vós vivereis. Naquele dia sabereis que eu estou no meu Pai e vós em mim e eu em vós. Quem acolheu os meus mandamentos e os observa, esse me ama. Ora, quem me ama, será amado por meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele”. (Jo 14, 18-21)

Primeira Leitura – At 8,5-8.14-17 – A Igreja de Jesus é perseguida em Jerusalém, mas ela renasce espalhando-se por todo mundo! – Dirá Tertuliano: “O sangue dos mártires é semente de novos cristãos”! Quem morre por Cristo e como Cristo, ressuscita. Os apóstolos, Pedro e João, participaram da missão de Felipe, na Samaria, impondo as mãos sobre os convertidos para receberem o Espírito Santo, o “advogado” prometido por Jesus para consolar e defender os seus discípulos. Ele permanece sempre junto deles e dentro deles! Jesus não nos deixa órfãos e nem sozinhos no trabalho da evangelização. Ele caminha conosco pelas estradas da vida missionária.

Segunda Leitura – 1Pd 3,15-18 – Os cristãos devem santificar Jesus Cristo em seus corações, ou seja: revelar, por seu comportamento, a vida e a ação do próprio Jesus Cristo, que está presente na vida de quem sofre por Sua causa. Jesus revive e está presente no corpo de quem sofre!  Jesus está presente no corpo de quem sofre por Sua causa! Dar a razões de Sua fé!

Evangelho – Jo 14,15-21 – Jesus prolonga seu amor por seus discípulos enviando-lhes o Espírito Santo, que permanecerá sempre com eles.  Não apenas junto dos discípulos, mas dentro do coração deles: Ele permanecerá junto de vós e estará dentro de vós! (…) Naqueles dias sabereis que eu estou no meu Pai, vós em mim e eu em vós”! Que intimidade maravilhosa”! A fé nos fortalece e a esperança não engana!

O amor dos fiéis se manifesta na fidelidade ao mandamento do amor que Jesus nos lega. Com vistas a isso, Jesus vai pedir ao Pai alguém que, na Sua ausência, nos ajude: um “outro Paráclito”. O termo tem uma ampla escala de significados, que não devemos restringir indevidamente. O significado básico é o auxílio e o apoio. É o Espírito da Verdade, que vem de Deus para conservar-nos na verdade que Jesus nos dá a conhecer em Sua própria pessoa. O mundo não é capaz de conhecê-Lo, mas os fiéis O conhecem, O experimentam, porque permanece neles. Jesus pede esse Espírito ao Pai, porque é o mesmo Espírito que permaneceria sobre Ele na Sua vida terrestre. O mestre transmite seu espírito aos discípulos: Eliseu pede que, na hora da despedida de Elias, Deus lhe conceda o dobro de seu espírito (2Rs 2, 9-15).

Os Apóstolos, que se tinham entristecido com a predição das negações de Pedro, são confortados com a esperança do Céu. A volta a que Jesus se refere inclui a sua segunda vinda, no fim do mundo, e o encontro com cada alma quando se separar do corpo. A nossa morte será precisamente o encontro com Cristo, a quem procuramos servir nesta vida e que nos levará à plenitude da glória. Será o encontro com Aquele com quem falamos na nossa oração, com quem dialogamos tantas vezes ao longo do dia.

O pensamento do Céu, agora que estamos próximos da Festa da Ascensão, deve levar-nos a uma luta decidida e alegre por tirar os obstáculos que se interpõem entre nós e Cristo; deve estimular-nos a procurar os bens que perduram e a não desejar a todo custo as consolações que acabam. Ao celebrar este domingo, queremos colocar a nossa vida e o nosso coração em Jesus, pois sabemos que já está próxima a Sua subida aos céus, mas Ele não deixará ninguém órfão: enviará o Santo Espírito!

Peçamos ao Senhor, com esta liturgia, que focalizemos a nossa caminhada e a nossa vida naquilo que é o nosso início e fim, ou seja, o céu. O céu é viver a comunhão total com Deus.

Cardeal Orani João Tempesta 

Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro 

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25/05/2017 0 Comentários 119 views

O Dia Mundial das Comunicações Sociais é o único dia estabelecido no Concílio Ecumênico Vaticano II (Decreto Conciliar Inter Mirifica, 1963). É celebrado no domingo que antecede a Solenidade de Pentecostes, que no Brasil coincide com a Solenidade da Ascensão do Senhor, que é transferida para o Domingo. O texto da mensagem do Santo Padre para o Dia Mundial das Comunicações Sociais é tradicionalmente publicado por ocasião da festa de São Francisco de Sales, padroeiro dos jornalistas (24 de janeiro). O tema já é dado na festa dos Arcanjos, em setembro do ano anterior, eles que são os comunicadores de grandes notícias. Para celebrar o Dia Mundial, costuma-se preceder com uma semana ou dias dedicados à comunicação, seja envolvendo a Pastoral da Comunicação (Pascom), seja dando atenção maior para os comunicadores em geral, até mesmo com entrega de algum tipo de reconhecimento.

Profeticamente, o Concílio Vaticano II entregou um dos seus dois primeiros documentos demonstrando a necessidade de um trabalho eclesial nessa área. A Igreja sempre foi comunicação, pois tem a missão de comunicar a Boa Notícia, porém, nos novos tempos da segunda metade do século XX já se vislumbrava a importância que a comunicação viria a exercer na sociedade. O Documento do Concílio abre caminhos para outros documentos mais específicos e para o assunto tão importante, e nisso reside a originalidade desse pequeno documento, um dos dois primeiros publicados pelo grande Concílio Ecumênico.

Neste ano, a Igreja celebrará no dia 28 de maio o 51º Dia Mundial das Comunicações. O tema desenvolvido pelo Santo Padre na mensagem de exortação é: “Não tenhas medo, que Eu estou contigo” (Is 43,5), acrescentando: “Comunicar esperança e confiança no nosso tempo”. O Papa Francisco quer exortar a todos uma comunicação construtiva, ou seja, comunicação que rejeita os preconceitos contra o outro, promovendo assim uma cultura do encontro, por meio da qual se possa aprender a olhar com confiança a realidade.

O Papa Francisco alerta para a questão daquelas notícias ruins transmitidas pelos meios de comunicação, que muitas vezes se tornam completamente sensacionalistas. “Creio que há necessidade de romper o círculo vicioso da angústia e deter a espiral do medo, resultante do hábito de se fixar a atenção nas «notícias más» (guerras, terrorismo, escândalos e todo o tipo de falimento nas vicissitudes humanas). Não se trata, naturalmente, de promover desinformação onde seja ignorado o drama do sofrimento, nem de cair num otimismo ingênuo que não se deixe tocar pelo escândalo do mal. Antes, pelo contrário, queria que todos procurássemos ultrapassar aquele sentimento de mau-humor e resignação que muitas vezes se apodera de nós, lançando-nos na apatia, gerando medos ou a impressão de não ser possível pôr limites ao mal. Aliás, num sistema comunicador onde vigora a lógica de que uma notícia boa não desperta a atenção, e, por conseguinte não é uma notícia, e onde o drama do sofrimento e o mistério do mal facilmente são elevados a espetáculo, podemos ser tentados a anestesiar a consciência ou cair no desespero”. (Retirado do site: https://w2.vatican.va/content/francesco/pt/messages/communications/documents/papa-francesco_20170124_messaggio-comunicazioni-sociali.html. Último acesso em 17/05/2017).

A mensagem está dividida em três tópicos: 1 – A boa notícia, 2 – A confiança na semente do Reino, 3 – Os horizontes do Espírito.

1 – A Boa Notícia – ao se falar de Boa Notícia temos que olhar para a realidade. A Boa Notícia por excelência, ou seja, o “Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus” (Mc 1, 1). Mais do que uma informação sobre (a) Jesus, a notícia boa por excelência é o próprio Cristo Jesus. “Esta boa notícia, que é o próprio Jesus, não se diz boa porque nela não se encontra sofrimento, mas porque o próprio sofrimento é vivido num quadro mais amplo, como parte integrante do Seu amor ao Pai e à humanidade. Em Cristo, Deus fez-Se solidário com toda a situação humana, revelando-nos que não estamos sozinhos, porque temos um Pai que nunca pode esquecer os seus filhos. “Não tenhas medo, que Eu estou contigo” (Is43, 5): é a palavra consoladora de um Deus desde sempre envolvido na história do seu povo”. (Retirado do site: https://w2.vatican.va/content/francesco/pt/messages/communications/documents/papa-francesco_20170124_messaggio-comunicazioni-sociali.html. Último acesso em 17/05/2017).

2 – A confiança na semente do Reino – Aqui vemos que a mentalidade evangélica entrega-lhes os “óculos” adequados para aproximar do amor Divino. Amor este que morre e ressuscita. Nas muitas formas de falar, Jesus utilizava as parábolas. O Reino de Deus se faz presente no meio de nós. Como uma semente escondida a um olhar superficial e cujo crescimento acontece no silêncio. “Mais do que os conceitos – a comunicar a beleza paradoxal da vida nova em Cristo, onde as hostilidades e a cruz não anulam, mas realizam a salvação de Deus; onde a fraqueza é mais forte do que qualquer poder humano; onde o falimento pode ser o prelúdio da maior realização de tudo no amor. Na verdade, é precisamente assim que amadurece e se entranha a esperança do Reino de Deus, ou seja, “como um homem que lançou a semente à terra. Quer esteja a dormir, quer se levante, de noite e de dia, a semente germina e cresce” (Mc 4, 26-27). (Retirado do site: https://w2.vatican.va/content/francesco/pt/messages/communications/documents/papa-francesco_20170124_messaggio-comunicazioni-sociali.html. Último acesso em 17/05/2017).

3 – Os horizontes do Espírito – Os horizontes do Espírito nos faz olharmos para a festa da Ascenção. Na Ascensão, Jesus abre para nós as portas do céu e promete a Vinda do Paráclito. “Quem, com fé, se deixa guiar pelo Espírito Santo, torna-se capaz de discernir em cada evento o que acontece entre Deus e a humanidade, reconhecendo como Ele mesmo, no cenário dramático deste mundo, esteja compondo a trama duma história de salvação. O fio, com que se tece esta história sagrada, é a esperança, e o seu tecedor só pode ser o Espírito Consolador”. (Retirado do site: https://w2.vatican.va/content/francesco/pt/messages/communications/documents/papa-francesco_20170124_messaggio-comunicazioni-sociali.html. Último acesso em 17/05/2017).

Em tempos de tantas más notícias e diante da convicção de muitos que somente elas são de interesse, a mensagem do Papa quer recordar que a Igreja tem uma grande notícia a dar, e que é boa e que leva confiança e esperança nesse mundo cansado de guerras e violências.

Ao celebrar o Dia Mundial das Comunicações Sociais, que possamos nós também comunicar a toda a humanidade as palavras e os sentimentos de amor, de paz e de misericórdia. Todas estas coisas emanam d’Aquele que é o caminho, a verdade e a vida.

Cardeal Orani João Tempesta 

Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro 

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17/05/2017 0 Comentários 107 views

No mês de maio, celebramos no dia 13 a festa de Nossa Senhora de Fátima. Trata-se de uma das maiores devoções espalhada pelo mundo e venerada por este título. No dia 13 de maio de 1917, três crianças cuidavam de um pequeno rebanho na Cova da Iria, em Fátima, Portugal. Os pastorinhos chamavam-se: Lúcia de Jesus, 10 anos, Francisco e Jacinta Marto, seus primos de 9 e 7 anos (ambos canonizados neste dia em Fátima, pelo Papa Francisco). Estamos há 100 anos desse grande acontecimento!

Por volta do meio-dia, depois de rezarem o terço, como sempre faziam, foram surpreendidos por uma luz muito brilhante e forte.
Em cima de uma azinheira (uma espécie de carvalho), viram uma senhora vestida toda de branco, mais brilhante que o Sol. “Ela emanava uma luz mais clara e intensa que um copo de cristal, cheio de água cristalina, atravessado pelos raios do sol mais ardente”, relatava Lúcia.

Ela não esquece: a Senhora disse às crianças que era necessário rezar muito e convidou-as a voltarem à Cova da Iria durante mais cinco meses consecutivos, sempre no dia 13 e àquela mesma hora. Lúcia, que era a mais velha, recomendou aos outros dois que não contassem nada a ninguém. Mas Jacinta não soube guardar o segredo. E no dia 13 de junho, data da segunda aparição, os três pastorinhos não estavam mais sozinhos no encontro. Dessa vez, Lúcia quase não compareceu. Vítima de maus tratos em casa, seus pais a tomavam por mentirosa e não acreditavam naquela história de aparição. Com medo, ela relutava em ir, mas foi convencida por uma prima. Durante muito tempo lhe pesou a acusação de mentirosa e de querer se promover à custa de Nossa Senhora de Fátima.

Na terceira aparição, em 13 de julho, Nossa Senhora parece ter se sensibilizado com a injustiça contra Lúcia: prometeu um milagre para que o povo acreditasse na história das três crianças. No mês seguinte, entretanto, os três pequenos videntes não puderam ir ao encontro na Cova da Iria porque estavam presos. Foram pressionados a contar o que conversavam com Nossa Senhora. As crianças resistiram e, no dia 19, Nossa Senhora provou, mais uma vez, seu poder. Apareceu para as crianças em Valinhos, ali por perto, na mesma região portuguesa, e continuou a fazer revelações. Uma quinta aparição aconteceu em setembro.

O grande milagre, porém, ocorreu em 13 de outubro, data da sexta e última aparição. Setenta mil pessoas lotavam o lugar e foram testemunhas do feito extraordinário prometido. Chovia! De repente, do meio das nuvens negras e carregadas, o sol surgiu e começou a girar sobre si mesmo, iniciando uma dança no firmamento. Como uma imensa bola de fogo, parecia querer precipitar-se sobre a terra.

Quanto ao segredo de Fátima vale a pena esclarecer que somente os três pastorinhos tiveram contato com Fátima em suas aparições. E com a morte prematura de seus primos Jacinta e Francisco, ficou somente com Lúcia o tão famoso Segredo de Fátima. As duas primeiras partes do segredo são conhecidas desde 1941, e constam de documentos oficiais da Igreja Católica.

A primeira parte: Nossa Senhora fala dos castigos impostos por Deus pelos nossos pecados. Nesta vida, aqui na terra, haveria uma guerra horrível, precedida por uma luz desconhecida no meio da noite; haveria fome, perseguição religiosa, erros espalhados no mundo pela Rússia e várias nações aniquiladas. A nós, pecadores, na outra vida, estariam reservados suplícios do inferno, dos quais os pastorinhos tiveram pavorosa visão.

A segunda parte do Segredo revela os meios para evitar esses castigos: a devoção ao Imaculado Coração de Maria através da prática reparadora de rezar o Terço, meditar nos mistérios do Rosário, confessar-se e receber a Sagrada Comunhão.

A última parte foi revelada em 2001. Fátima falou de um papa que sofreria um atentado. Os fatos parecem confirmar o mistério: em 1981, João Paulo II foi baleado justamente num outro dia 13 de maio, dia da primeira aparição de Fátima. Nossa Senhora de Fátima ensinou aos videntes (e, por seu intermédio, a todos nós), que todas as ações devem estar assentadas num profundo e incondicional amor a Deus. Se não for assim, não haverá redenção para nossas almas. Foi somente depois de ser salvo por milagre de um atentado em 13 de maio de 1981, aniversário das aparições, que São João Paulo II se ocupou com as revelações de Fátima. Quando em 1984, ele foi até Fátima para fazer a consagração solene nos moldes prescritos por Nossa Senhora. O milagre ficou comprovado, tanto que Nossa Senhora traz em sua coroa o projétil que atingiu São João Paulo II.

Neste centenário das aparições em Fátima, no dia da canonização dos dois pastorzinhos Francisco e Jacinta, como Arcebispo desta querida Arquidiocese, consagro esta cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro à branca virgem de Fátima, pedindo o dom da paz e da caridade:

“Ó Maria, Virgem de Fátima, doce Mãe de Jesus Cristo “Príncipe da Paz”, a vossos pés pedimos que intercedais por esta cidade, que hoje nós vos consagramos, para que gozemos a paz em nossos dias. Ajudai-nos a nos encontrar com Deus e com o nosso próximo, por vosso Filho Jesus Cristo. Sabemos que ninguém pode dar a paz, a não ser o Filho que trouxestes em vosso ventre e o entregastes para nós. Quando nasceu em Belém, os anjos nos anunciaram a paz”.

“Virgem Santíssima do Rosário de Fátima, Rainha da Paz, pedi a Jesus para que se estabeleça entre nós o Reino de Deus e intercedei junto ao vosso Filho pelo nosso povo e pela nossa cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, hoje consagrada a vós. Nós vos pedimos, cheios de confiança, a vossa intercessão. Afastai para longe de nós os sentimentos egoístas, intolerantes, malvados, violentos; expulsai de nós o espírito de inveja, maldição, de discórdia. Fazei-nos humildes, fortes nos sofrimentos, em paciência e caridade, firmes e confiantes na Divina Providência. Abençoai-nos, dirigindo os nossos passos no caminho da paz, da união e mútua caridade, para que, formando aqui a família de Deus, possamos no céu bendizer o vosso divino Filho por toda a eternidade. Assim seja. Amém”!

Com este ato de amor e de entrega a vós, Mãe querida, deixo-vos em vossos pés o meu solidéu, como ato de me consagrar a vós e de entregar todo o amado povo que Deus me confiou, suplicando a paz para esta cidade do Rio de Janeiro.

Foto: Gustavo de Oliveira

Cardeal Orani João Tempesta

Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro 

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10/05/2017 0 Comentários 1301 views

Neste Ano Mariano no Brasil, no próximo dia 13 de maio, celebraremos os 100 anos da aparição de Nossa Senhora de Fátima. Essa devoção tão presente no coração do povo brasileiro nos ajuda ainda mais a viver este histórico Mês de Maio. Nesse mês, muitos bons cristãos cultivam especiais manifestações de piedade para com a Virgem Santa Maria, e essas práticas nos conduzem a Cristo, que Maria nos apresenta e que foi gerado em seu seio. Isso está de acordo com o que pediu o Concílio Vaticano II: “Todos os fiéis cristãos ofereçam insistentes súplicas à Mãe de Deus e Mãe dos homens para que Ela, que com as suas preces assistiu as primícias da Igreja, também agora, exaltada no Céu sobre todos os bem-aventurados e anjos, na Comunhão de todos os Santos, interceda junto do seu Filho”. (Lumen Gentium,69). Entre os mil nomes dados à Maria, recordemos com carinho este celebrado no centenário de Fátima.

Nossa Senhora de Fátima teve origem na cidade de Fátima, uma cidade de Portugal onde três meninos, Lucia de Jesus Santos, com 10 anos e seus primos Francisco Marto de 9 anos e Jacinta Marto de 7 anos, tiveram a visão de Nossa Senhora. Aconteceu no ano de 1917. As aparições de Nossa Senhora aos três meninos, sempre no dia 13 de cada mês, com exceção de Agosto. A primeira foi no dia 13 de Maio. Lucia via e conversava com Nossa Senhora de Fátima. Francisco só via e não ouvia os diálogos. Jacinta via e ouvia, mas não falou com Nossa Senhora.

Quando Nossa Senhora de Fátima apareceu aos três, eles descreveram assim a visão: Parecia ter uns 18 anos a Senhora, rodeada de claridade fulgurante, seu vestido era de uma alvura puríssima, assim como o manto ornado de ouro, que lhe cobria a cabeça e grande parte do corpo. O rosto sobrenatural e divino estava sereno e grave, com uma sombra de tristeza. Em suas mãos, uma cruz de ouro com um terço em contas que pareciam pérolas, e de seu corpo, especialmente do rosto, irradiavam feixes de luz, incomparavelmente superior a qualquer beleza humana.

No começo as crianças se assuntaram, mas Nossa Senhora de Fátima as tranquilizou, dizendo para não terem medo, e que ela era do Céu. Nossa Senhora disse para rezarem o terço todos os dias, para alcançarem a paz e o fim da guerra. A mensagem de Fátima é uma mensagem de conversão e arrependimento.

Foram no total seis aparições. Na última aparição, Maria Santíssima disse a Lucia que naquele local, com o dinheiro das doações, deveria ser construída uma capela com o nome de Nossa Senhora do Rosário. E quando ela se levantava suavemente para ir embora, o sol apareceu entre as nuvens como um grande disco prateado, brilhando muito, mas sem cegar as pessoas. Começou a girar vertiginosamente e suas bordas se tornaram avermelhadas espalhando raios de fogo, de modo que sua luz refletia nas pessoas e nas árvores, e foi vista até quarenta quilômetros de distância do local das aparições.

A devoção à Virgem Maria, Mãe de Deus, é sem dúvida uma grande força da nossa vivência cristã, porque, longe de desviar nossa atenção do Cristo, ela nos integra no plano de salvação proposto por Deus e realizado por seu Filho único, Jesus Cristo, que Se encarnou e veio ao mundo por meio dela. Nós celebramos Maria porque é Mãe de Deus, porque nos deu o Salvador. Foi Deus que, em sua infinita sabedoria e bondade, estabeleceu que a redenção da humanidade acontecesse através de seu Filho único nascido de uma virgem; e a virgem escolhida foi Maria. Ora, se Deus, o Senhor de todas as coisas, o Infinito e o Absoluto, não se envergonhou de escolher Maria, e a fez Cheia de Graça, para ser a Mãe de seu Filho, por que haveríamos nós, simples mortais, de recusar-nos a ter para com ela uma devoção toda especial?

É bom lembrarmos que a nossa devoção a Maria deve fundamentar-se principalmente na imitação de suas virtudes e no seguimento de Cristo. Quando Cristo disse: “Se alguém quiser me seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz e me siga” (Mt 16,24), ele Se colocou como o primeiro e principal modelo a ser seguido. Maria vem em segundo lugar. Se imitarmos Maria em sua fidelidade, no seu amor a Deus e aos irmãos, com toda a certeza ela nos conduzirá pelos caminhos de seu Filho Jesus.

Maria, como a primeira cristã, viveu bem as virtudes da Fé, da Esperança e da Caridade. Antes de trazer o Filho de Deus em seu seio, já O trazia no desejo de seu coração, pois como mulher judia esperava e acreditava que Deus um dia enviaria o Messias. Como modelo de caridade deixa sua casa e vai servir Isabel, sua prima de idade avançada que está grávida, permanecendo com ela os três meses finais (Lc1,36;56) e ainda estando presente com a Igreja que está nascendo e sendo perseguida. (At 1,14)

Ao celebrarmos os 100 anos da aparição em Fátima, queremos como cristãos renovar o nosso carinho e amor a Virgem Maria. Ela nos indica a fazer a vontade de seu Filho. Nós queremos pedir a Bem-Aventurada Virgem que nos ajude em nossa caminhada. De modo especial pedimos a todos que, ouvindo a mensagem de Fátima, rezemos pela Paz em nossa cidade e estado. Rezemos publicamente o Rosário pelas ruas e praças, pedindo a Deus, acompanhados de Maria, que leve a conversão aos corações empedernidos e mude da água para o vinho essa realidade caótica que vivemos. Assim agiu Jesus Cristo nas Bodas de Caná. Assim acreditamos que Maria também hoje intervém a favor do povo pobre e necessitado.

Virgem de Fátima, ilumine a todos nós “para sermos dignos das promessas de Cristo”.

Cardeal Orani João Tempesta

Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro 

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