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A excelência vocacional e devocional de São Sebastião

Postado por: 28/03/2018 0 Comentários 328 views

A saudade move o ser humano a lembranças belas, edificantes e a busca de renovações para sempre fortalecer os laços do primeiro encontro nos reencontros da vida, como o nosso vínculo aqui e agora neste ano de 2018; esperando e desejando um Ano Novo a todos de infinitas alegrias, paz, edificações e bênçãos.

No mês de janeiro vivenciamos a Trezena de São Sebastião tendo sua finalização celebrativa no dia vinte e, nela, cada dia foi abordado um subtema para reflexão, dinâmica aprimorada e renovação de nosso viver. Como poderia não fazer o mesmo neste primeiro artigo do ano? De forma sintética relato sua história para melhor compreensão deste tema enfatizando aqui a essencialidade da prática do amor e fidelidade em nossa existência.

Um santo que nasceu no ano de 256 na França indo com seus pais a Milão (Itália) que desenvolveu sua identidade saudavelmente nos princípios educacionais e na fé cristã dedicando sua vida a generosidade e ao serviço tornando-se defensor da Igreja, apóstolo dos confessores e mártires e, padroeiro da cidade do Rio de Janeiro. Ao ingressar no trabalho ao Império Romano como soldado no seu vigor – corpo, mente e alma (equilíbrio) – e dedicação chegou a ser o primeiro capitão da guarda, mas sem que as autoridades soubessem foi um fiel servo de Deus que sabiamente consolava e evangelizava, em segredo, os cristãos presos na preparação de seus martírios para a salvação além de converter muitos outros ao Cristianismo principalmente ao curar uma mulher surda – além de diversos milagres em vida e após seu falecimento. Ao ser descoberto por um soldado foi denunciado; por ser uma época de perseguições aos cristãos e pelo Imperador Diocleciano ser um adorador de deuses; sendo levado diante dele que se sentindo decepcionado, traído por haver confiado no seu capitão e diante da recusa do mesmo de renunciar sua crença, ordenou sua prisão ao tronco com flechadas e o deixando sangrar até a morte – o que não aconteceu devido ao auxílio de Irene esposa do mártir Castulo que cuidou de suas feridas – logo após resgatar sua saúde integral esteve diante de Diocleciano desejoso do bem dele e do Império dando continuidade a evangelização e testemunho sendo, no ano de 288, duramente martirizado.

Apesar de suas chagas e de muitos que estavam com ele prevaleceu à videira da fidelidade ao amor que salva, a vida que ressuscita e a ação testemunhal que frutifica. Apesar da incredulidade de um imperador preso as amarras do mundo que corrompe, cega e endurece o coração pelo egoísmo do próprio ser, se fundamentou a chama abrasadora que não queima o bem edificante, mas elimina o mal que encarcera. Aqui se encontra o ponto central da vida deste santo que através de seus pais formou sua personalidade solidificada em valores, princípios e crenças que o fez renunciar aos deuses, isto é, as coisas mundanas para fundamentar-se no amor que reina e abarca todas as fontes à restauração do próprio ser e da sociedade.

Sua excelência está na dadivosa reverência a Deus – Alfa e Ômega, Princípio e Fim – para que a vida se transfigure nesta chama que jamais se apaga e sim, propaga dando sabor e cor interiormente e ao redor principalmente nos calvários que existem para que o ser humano aprenda com resignação, obediência e atitude e evolua com dedicação, constância e sabedoria. A excelência vocacional que encontrou ao intuir-se guerreiro do Senhor (experiência deste encontro) o levou ao sim definitivo do ser combatente contra toda a descrença e maldade, até mesmo, no Império Romano. O vigor de sua juventude não foi a escolha determinante de sua vocação, mas a verdadeira essência pulsante alimentada desde o ventre materno e continuada na educação dos pais em palavras, em exemplo e no amor ao filho.

Vocação nutrida pela fé – que é vida e amor, amor e vida – transformando-a em missão devocional que faz vivenciar o existir na doação com verdade, aprendizado com aprimoramento, conhecimento com sensibilidade, luta com prudência e espinhos com perfume. A vocação e devoção permanecem em aliança eterna devido a sua primeira prática estar no amor de Deus pela humanidade no momento de sua Criação transformando o homem em sua real e mais sublime obra-prima assim sendo, esta unidade no amor acha-se no primeiro degrau que é a vida recebida e no primeiro núcleo que é a família.

São Sebastião encontrou o fortalecimento nestes aspectos não banalizando a vida pessoal nem mesmo a vocacional/devocional, mas sua supremacia na arte do viver não ocorreu em seu martírio – reflexo desta entrega – mas em sua consciência de sermos todos irmãos, de uma única família a ponto de diante do imperador Diocleciano, na graça do Santo Espírito e na sua fidelidade ter tido a honradez de querer salvá-lo mesmo sabendo que estaria assinando, para o mundo, sua condenação; contudo no ardor do amor fecundo era realmente a Salvação, um direito universal presenteado por Deus Uno e Trino desejoso da aceitação incondicional de cada filho – eu, você e nós.

Vivian Maria Felice Moreno
Psicóloga, Comentarista do Programa Em Dia com a Notícia e Graduanda em Teologia pela PUC-Rio

Sobre o Autor

Raphael Freire

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